FALANDO EM TEA

A pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo tem prejuízos na comunicação, na Interação Social e possui padrões repetitivos e restritos de comportamentos, interesse e atividades.

No Brasil, o Autismo é estimado por órgãos internacionais no quantitativo de mais de 2 milhões de pessoas diagnosticadas. A própria organização Mundial de Saúde estipula que exista pelo menos 1% de pessoas por região demográfica dentro do espectro, levando esse número a mais de 8 mil habitantes só em Campo Grande e cerca de 20 mil pessoas se levarmos em consideração o Estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com CDC (órgão de controle de Doenças - EUA) 1 in 59 crianças foram identificadas no Transtorno do Espectro Autista.

O TEA - Transtorno do Espectro Autista, ocorrem em incidência em todas as raças, etnias e grupos socioeconômicos.

TEA é 4 vezes mais comum entre pessoas do sexo masculino. Estudo na Ásia, Europa e Norte América identificaram pessoas no TEA em proporção populacional entre 1% e 2% por região demográfica avaliada.

Aproximadamente 1 em cada 6 crianças nos EUA tem transtorno mentais (2006-2008), comparadas a transtornos e deficiências moderadas a severas como paralisias cerebrais, deficiência intelectuais, problemas de linguagem e comunicação e AUTISMO.

O órgão norte americano CDC (Centro de Controle de Doenças) - ANVISA do país, publicou no início de 2018 dados de aumento de incidência de autismo colocando o número de 68 da pesquisa anterior, para 1 caso de autismo a cada 59 nascidos, na faixa etária de 14 anos. Para dados de melhor comparação, aritmética, em 2012 quando a lei do autista n.12.764 foi aprovada no Brasil, o número de casos publicados pelo órgão era de 1 para 110 nascidos.

Dados Preocupantes

Dra. Stepanhie Seneff em pesquisa pelo Massachussets Institute os Technology afirma que até 2025, 1 em cada 2 crianças irá desenvolver o autismo. Ou seja 50% da população estará no espectro.

Sobre a autora e pesquisas

https://people.csail.mit.edu/seneff/

https://psmag.com/social-justice/research-gone-wild-the-future-of-autism

https://en.wikipedia.org/wiki/Stephanie_Seneff

 

Necessário salientar que o modo com que se realiza o diagnóstico de autismo no mundo mudou, permitindo detectar mais casos de autismo com maior eficiência do que se tinha antes, graças à mudança dos critérios de diagnóstico e do conhecimento sobre o distúrbio, o que não significa, necessariamente, que houve um aumento no número de crianças com autismo.
Apenas recentemente foi aprovado pela Câmara e segue ao Senado o Projeto de Lei 6575/16 que insere no Censo estatístico o Transtorno do Espectro Autista.

 

"Antes tarde do que nunca", como dizem especialistas como o cientista e pesquisador brasileiro e residente nos Estados Unidos, Dr. Alysson Muotri, muito importante esse projeto de lei, que deve ter um olhar mais aproximado dos gestores públicos a fim de investimentos e atenção futura a diagnóstico e tratamento. O PL ainda precisa ser sancionado para determinar no Brasil quantos são autistas.
Ainda assim, existem questões como diagnóstico precoce e intervenções adequadas na área clínica que precisam ser conquistadas. Por isso a importância da sensibilização através dos meios de comunicação e da iniciativa privada no processo de formação da comunidade nacional.

                                  PRO D TEA, outubro 2018